domingo, 24 de janeiro de 2010

MOVIMENTO PUNK

A contestação contra o sistema de coisas tornou forma ideológica através do Punk. Com o visual fugindo dos padrões que a sociedade impõe através do modismo, mostrando sua revolta pelo corte de cabelo à moicano (ou cabelos espetados) coloridos, roupas velhas surradas (em oposição ao consumismo), jaquetas arrebitadas com frases de indignação às injustiças do Estado repressor e a atitude subversiva, se mostra o PUNK. Esse movimento não fica calado, acomodado, como a maioria dos jovens e o povo em geral, fazendo manifestações, panfletagens, boicotes, passeatas: mostrando sua cultura e seu repúdio a todas as formas de facismo, nazismo e racismo, autoritarismo, sexismo e comando; vendo como solução a autogestão (ou seja anarquia) para a libertação dos povos, raças, homens e mulheres. Em palavras mais claras, autogestão seria a organização dos povos sem fronteiras nem lideranças autoritárias e partidárias, com plena igualdade, onde todos participariam da resolução dos problemas sociais. O punk também mostra sua cultura anticapitalista pelo FANZINE (jornal político-alternativo), pela música HARDCORE, som simples e direto, não comercializável, trazendo propostas políticas, seu comportamneto livre e objetivo, fazendo com que o Punk NÃO SEJA UMA MODA e sim um modo de vida e pensamento. Saiba e conscientize-se que Punk não é bagunça, muito pelo contrário é um movimento cultural de luta e ação direta, de liberdade de expressão e de comportamento. O movimento que surgiu a quase duas décadas, como contestação, evoluiu e evolui até hoje...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Movimento Punk No Mundo

Em meados da década de 70 o mundo se encontrava no auge da guerra fria, e uma Europa de pós-guerra, em constantes transformações sociais, se encontrava propicia para a formação de movimentos de transformações sociais, e foi lá, na Inglaterra, que surgiu um dos movimentos mais importantes deste século: O movimento Punk. Jovens, marginalizados pela sociedade, pobres e desempregados, começam a chocar a sociedade pelo seu modo agressivo de ser, de se vestir, e de agir. Tudo é contestação para os Punks, eles defendiam o Anarquismo e a liberdade individual, e manifestavam a sua rebeldia contra a hipocrisia, os privilégios, a sociedade conformista, as desigualdades sociais etc...



Movimento Punk No Brasil



Novos ares tomaram conta do país no início da década de 80. Só se falava na abertura política a liberdade parecia ter chegado para ficar. Ainda se comemoravam o fim do ato inconstitucional número cinco e a sanção da anistia no final da década passada. Um acontecimento trágico, porém, veio abalar o processo de democratização do país. No dia trinta de abril de 1981, duas bombas explodiram dentro de um carro no estacionamento do Rio centro (RJ), durante um show promovido pelo Centro Brasil Democrático, apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro. Foi o mais grave em uma seqüência de ataques, até então, dirigidos a bancas de jornal que vendiam publicações de esquerda. Ainda assim haviam mais espaço para quem quisesse mostrar suas idéias. A censura permanecia, mas não era tão pesada. Pelo menos era o que os roqueiros que fundavam suas bandas no underground, sonhando em expor ao público suas idéias contestadoras. Aos poucos, o rock deixava de engatinhar e se apoiava nas próprias pernas. Era preciso dar um fim a discriminação sofrida pelos roqueiros dos anos 70 e criar uma alternativa para os monstros sagradas da MPB (Caetano Veloso, Chico Buarque, etc.) E para as cantoras (Simmone, Maria Betânia, etc.) Que dominavam a programações das rádios. Antes da explosão, porém, havia mais alguns caminhos a serem percorridos. Com apenas dois anos de atraso, o movimento punk havia chegado a São Paulo em 1987. Mas no início, resumia-se a pequenas gangues de adolecentes que imitavam a roupa e as atitudes dos punks ingleses, mas não a música. Na Inglaterra, os jovens haviam começado a exibir seu descontentamento com os dinossauros do rock progressivo em 1975. Eles queriam uma música que retesse seu dia-a-dia e que pudesse ser tocada por qualquer um - e não por instrumentais virtuosos. Resultado o punk music, um rock de três acordes, rápido, cru e agressivo. Grupos como Sex Pistols e The Clash serviriam de inspiração para as primeiras bandas punks brasileiras que pipocavam em São Paulo e Brasília nos idos de 1978. Tudo ainda acontecia, porém, no underground, onde os grupos como AI-5, Lixomania ou Restos de Nada apresentavam-se para os iniciados. Em 1982, o público, finalmente, tomaria conhecimento da nova tendência. Primeiro com o lançamento do primeiro disco de punk do brasileiro: Grito Suburbano, que reuniria: Os Inocentes, Cólera e Olho Seco. Depois , Com a realização do festival O Começo Do Fim Do Mundo, o primeiro grande evento de punk realizado no Brasil. O acontecimento, que terminou em confronto com a polícia, teve ampla cobertura da imprensa. Em manifesto aberto ao público, os punks declararam: "Nosso movimento surgiu numa época de crise e desemprego com tal força que logo se espalhou pelo mundo, e cada um, á sua realidade, adotou esse tipo de protesto, punk ...", dizia o folheto. Clemente Tadeu, o vocalista de Os Inocentes, era mais direto: "Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem daz onze, pisar sobre as flores do Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer". Não seria fácil, porém. O caso de Os Inocentes é exemplar. Apesar de terem fundado o grupo em 1981, Clemente Tadeu ( guitarra e vocal ), Ronaldo Passos ( guitarra ), André Parlato ( baixo ) e Tonhão Parlato ( bateria ) só conseguiram gravar seu primeiro disco em 1986. Pânico em São Paulo, lançado pela WEA, mantinha a energia do grupo, que contava com a produção de Branco Mello, dos Titãs, e Pena Schimidt. Daí para frente o grupo teria uma Carreira estável, com mais cinco discos lançados por gravadoras grandes. O mesmo não se pode dizer de outros grupos paulistas da mesma geração. O Cólera, um dos mais representativos do movimento, gravaria em 1985 ( Tente Mudar o Mundo ), mas ainda de maneira independente. Já o Olho Seco lançaria discos apenas esporadicamente - seu último trabalho é Havera Futuro?, gravado no ano passado. A influência dos grupos paulistas, porém, ficaria para sempre em grupos como Ira ( que fez seu primeiro show em um festival de punk, na PUC de São Paulo, em 1981 ), RPM ( seu guitarrista Fernando Deluqui, passou pela banda de punk Ignoze ), Legião Urbana ( herdeira dos punks de Brasília ou Titãs, o grupo que incorporou a influência punk em suas música. A origem era outra, mas os ideais os mesmo. Também no início dos anos 80, um bando de rapazes de classe média começou a se reunir em bandas. Tinham formação universitária e estavam mais ligados a MPB do que ao rock. O que os unia não era o conteúdo, mas a forma: todos gravaram de maneira independente, longe das grandes gravadoras. Realizavam, assim, um dos ideais punks mais importantes: o "do yourself", ou, traduzindo "faça você mesmo" .O selo, no caso, era o Lira Paulista, mesmo nome do lugar onde a maioria das bandas se apresentavam - entre eles, Arrigo Barnabé, Sabor de Veneno, Língua e Banda Performática ( de onde saíram dois integrantes dos Titãs, Arnaldo Antunes e Paulo Miklos ). Com a sucessão de acontecimentos desagradáveis com os punks, como os confrontos com a policia e com a volta da tetra entre as gangues, o punk perdeu a sua força. Poucas bandas conseguiram sobreviver a todos esses acontecimentos. Mas um dia os punks sonham que aconteça uma verdadeira revolução desmacificada.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

PUNK


Uma pessoa inteligente, que sempre viveu numa família rica não é capaz de sentir realmente uma situação que não seja a sua realidade. Nunca saberá realmente o que é sentir o desespero de estar num ambiente beirando o crime, a fome, o desemprego, a falta de perspectiva, uma fila de hospital, ou não ter mais nada a não ser o básico para permanecer vivo.


Sob este prisma pode-se esquecer em algum lugar imaginário e fora de alcance a educação, para preferir a sobrevivência. Assim, as crianças perdem rapidamente a inocência e o que predomina pode ser a revolta ou a alienação. A alienação povoa a maioria.

Uma idéia básica do que é a revolta com a pobreza não basta, o mínimo de compreensão é obtido da própria experiência. Como enfrentar esta situação e o que podemos aprender dela, tentar manter a solidariedade com as outras pessoas é o que o bom senso manda. Isto pode marcar profundamente o caráter de uma pessoa, sua visão do mundo.

Queiramos ou não, punk é um rótulo, que pode ser aceito com orgulho pelo próprio ou dito com o maior escárnio, arrogância e menosprezo por alguns que não vêem realmente a realidade que levou a este tipo de atitude.

Este é normalmente o perfil do punk, um revoltado. Sim, punk é uma atitude de revolta, um perfil, que somente pode ser entendido e muito mais do que isso, sentido pelo cara suburbano que viveu com a miséria e a desesperança bem perto! É a agressão, como forma de autodefesa contra a malícia das pessoas.

Acima de tudo, o punk se formou assim, e foi rotulado por se identificar ou ter algo em comum com o pequeno grupo, mais uma das minorias discriminadas!

UM perfil, não O perfil: A contestação do que é imposto e tido como normal e legal! Nunca calar, sempre retrucar perante a desigualdade! Abaixo o racismo, fascismo, nazismo! Em idéias, em atos, em música, no cabelo, brincos, no visual! Roupas diferentes e muitas vezes velhas. O agredir a estética imposta!

A música punk, é uma de suas maiores expressões. Sobre a arte, li uma vez:

"Não existe, de resto, invenção artística importante sem rebeldia, sem ruptura com normas acadêmicas ou simplesmente vigentes, sem indisciplina teórica e sem a irreverência necessária ao sepultamento dos mestres. Contraditória figura, o mestre ensina, ilumina e mata. Depois de um certo caminho percorrido, o condutor deve desaparecer para que o conduzido reinvente o mundo. O presente e o futuro da arte alimentam-se da violência em relação ao passado. A cada dia, os criadores precisam assimilar e destruir o já feito. Antropofagia permanente."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quem é o (a) Punk?


Você já se perguntou sobre a origem de certas "tribos urbanas" como por exemplo o grupo social dos punks? Quem são e o que querem os punks? Eles são uma gangue? Os punks são um movimento cultural e ideológico que visa a transformação na sociedade que busca justiça através de sua contra - cultura que nega todo o lixo cultural que é imposto pela burguesia.
Os punks não são uma gangue, muito pelo contrário, os punks são uma irmandade, eles pregam a paz e a solidariedade entre os seres humanos e até os outros animais. (Pois os punks preservam a natureza).

Mas e porque se vestem de maneira diferente? É uma moda?
Não, nada do punk é uma moda, e sim um "modo" de vida.
Esse grupo apresenta um conjunto de valores e de idéias que, normalmente, se contrapõe à ideologia (?) vigente. Um jovem ao raspar parte do cabelo (moicano) ou pintá-lo de verde ou qualquer outra cor que seja diferente, deseja de alguma forma chocar e agredir os valores sociais que julga conservadores, ou melhor, "primitivos". É uma forma particular e ao mesmo tempo grupal de protestos.

O visual punk (que você deve pensar que é ridículo) é a negação do consumismo e todos os padrões estéticos vigentes, apesar de representar também o caos em que vivemos. A sua simplicidade é uma forma de protesto contra a classe dominante.

Mas apesar de ser o visual uma grande forma que contribui, o punk não se identifica apenas pelo visual e sim por sua postura ideológica e principalmente "suas atitudes".

Grande parte são jovens que em sua maioria começaram a sua revolta dentro de casa por causa do autoritarismo de seus pais, eles sofrem a tradicional repressão familiar (devido é lógico a situação de miséria), mas tarde se tornam rebeldes com causa, é como disse o filósofo Leon Tolstoi: "Primeiro mude a si próprio para depois querer mudar o mundo". (significa dizer que a revolução primeiramente deve ser psicológica, que dá-se dentro do próprio indivíduo para depois pensar na revolução social). Mas o punk não vive só de negar o sistema, eles apontam uma opção de luta por uma vida livre.

O punk tem mil motivos para se revoltar, por isso revida sem limites.

O punk se opõe e odeia todo tipo de poder ou autoritarismo, tudo que oprime a liberdade de se expressar ou de pensar do ser humano, por isso eles dedicam a sua vida na luta por uma nova sociedade livre de qualquer preconceito, exploração. E essa sociedade é claro que só pode ser a plenitude de uma sociedade anarquista.

O punk é anarquista por essência, é libertário por convicção e não por conveniência, por isso ele anarquiza o cotidiano e cotidianiza o anarquismo. Estão todos juntos por uma mesma causa, mas cada um é anarquista da sua forma, do seu jeito, por isso cada um tem seus métodos, na maioria das vezes a "ação direta", mas o que é mais importante é que se faça valer o seu lema "do it yourself" (faça você mesmo), por isso o punk além de altruísmo, significa também "responsabilidade".

Uma de suas formas de protesto, de diversão, e de principalmente, divulgar a sua ideologia, é através também da música, "O Hardcore", um som simples e direto, que abordam letras coerentes com temas políticos, envolvendo a "realidade incógnita", é um som incomercializável, a palavra "fama" é estranha à essência do hardcore, pois não tem afinidade alguma em produzir lucro. "A dança", é o pôgo a qual expelem sua angústia, o seu sentimento, de emoção e repúdio.

Pois ele ama o seu ódio e o amor, a coragem e o ódio juntos são mais fortes do que a hipocrisia e a ganância, mas o seu coração é muito forte e por isso resistiu até o fim, pois ele faz acontecer!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Assunto da semana na 88fm

ASSUTO IMPORTANTE:
Depois dos recentes episódios de explosão violenta ocorridos entre gangues de punks e skinheads na cidade de São Paulo, a imprensa logo tratou de abordar o assunto estabelecendo co-relações musicais entre os envolvidos no assunto e suas supostas “ideologias” vigentes. É claro que deve ter muito pai arrancando os cabelos de preocupação ao descobrir que o filho escuta os mesmos Ramones e Sex Pistols que aqueles homens de cabelo moicano que mataram um sujeito porque ele não quis dar um desconto na pizza. E também sei que os menos esclarecidos podem estar de olhos esbugalhados para aquele cara com a camisa do Cólera ou do Olho Seco no metrô, enxergando nele um assassino em potencial. Para evitar tamanhas distorções, cabe aqui uma breve explicação.


Surgido na década de 70 e inspirado no retorno aos acordes e melodias básicos dos princípios do rock n’ roll (devidamente temperado com peso e velocidade, é claro) promovido por bandas como Stooges, New York Dolls e Velvet Underground, o punk é um gênero musical cujas letras e manifestações sempre estiveram ligados a dois pilares essenciais. O primeiro deles é o chamado do-it-yourself, a filosofia de que você pode fazer, artisticamente, o que quiser, como quiser e a hora que quiser, sem depender de editoras para lançar o seu fanzine ou o seu livro, sem precisar de gravadoras. Era tudo feito na raça, na base do suor e da brodagem, da camaradagem mesmo — e que, na era da internet, do MP3, dos sites pessoais e blogs, dos downloads gratuitos e do iPod, jamais esteve tão moderno e atual. Sobre isso a gente já falou por aqui e ainda deve falar muito nos próximos anos.



O segundo pilar sobre o qual sempre se sustentaram a maior parte das bandas punk é o discurso de protesto — e acredito é que neste ponto é que exista uma boa dose de confusão, especialmente por causa das frases de efeito levantadas, com punhos cerrados e caras de mau, pelos recentes agressores paulistanos. É comum ver os músicos do “movimento” punk expressando seu descontentamento contra o governo, contra a Igreja, contra os ricos, contra a própria indústria musical. Às vezes, a “vítima” pode ser ainda aquela coisa indistinta e amorfa chamada “sistema”, uma massa estranha que ninguém sabe direito definir o que é, nem onde começa ou termina. Mas não quero entrar neste tipo de juízo de valor neste texto, vamos guardar este papo para depois.



O fato é que o punk NUNCA esteve conectado a qualquer incentivo da violência. Anarquia jamais foi sinônimo de bagunça – -anarquia é um conceito surgido na Grécia antiga, o “não-governo”, uma proposta de organização do povo e para o povo, sem a presença de figuras de poder ou hierarquias patriarcais. Não quero me alongar em uma espécie de aula de política ou sociologia para não resvalar para o enfadonho, mas é preciso deixar claro que anarquia nunca foi uma bandeira obrigatória para guerreiros. Cada um faz e entende a revolução do jeito que quer. O russo Mikhail Bakunin (1814-1876) acreditava na anarquia das barricadas, dos punhos e das bombas, da revolução por meio da destruição. Mas nomes como Leon Tolstoi (1828-1910) e mesmo o indiano Mahatma Gandhi (1869-1948) botavam fé na revolução individual, que acontece dentro de cada um e no dia-a-dia, na anarquia pacifista, na mudança através do amor e da educação. E aí? Quem você prefere seguir?



Dizer que estas pessoas, estes punks em batalhas campais contra os skinheads do outro lado da montanha, manifestam um comportamento violento por conta da música que ouvem é o mesmo que afirmar que o jogo de RPG forma psicopatas latentes ou games de tiro podem transformar qualquer adolescente em um homicida da noite para o dia. É muita inocência e maniqueísmo acreditar que as coisas se desdobrem sob uma ótica tão simplista e fora de contexto. Este tipo de influência depende da personalidade de cada um, de sua criação em família e no grupo de amigos, de sua forma de ver a realidade e de mais uma série de fatores que qualquer bom psicólogo pode explicar com muito mais fundamento.



Existem pagodeiros assassinos, funkeiros assassinos, jogadores de RPG assassinos, jogadores de futebol assassinos, punks assassinos, yuppies assassinos, nerds assassinos, geeks assassinos, executivos assassinos, patricinhas assassinas. Em resumo: as pessoas podem matar, independentemente do que elas ouvem, assistem, vestem ou bradam aos quatro ventos, ou mesmo dos rótulos que a sociedade insiste em colocar-lhes.



A idéia do punk (e de outros gêneros socialmente engajados, como o rap) sempre foi ajudar a abrir os olhos dos seus ouvintes para o que está acontecendo no mundo, por mais que isso tivesse que ser feito sem quaisquer papas na língua. Fazer com que as pessoas formem suas próprias opiniões, que questionem, que não aceitem simplesmente o que lhes enfiado goela abaixo. Faça a sua revolução das idéias, dos argumentos, mude a sua vida e o seu espírito. Mas, repetindo a frase anteriormente listada: cada um faz e entende a revolução do jeito que quer. Infelizmente, tem gente que não entende estas coisas muito bem. Punks ou não.

(fonte: 88 FM: Esclarecendo o que é punk…de verdade!
sábado, 3 de novembro de 2007
Atualizado em 03.11.07 às 12h08)

domingo, 20 de setembro de 2009

Pensamentos de um ANARCO PUNK

O mundo esta uma grande merda, e a humanidade são as moscas explorando cada vez mais esse monte de merda até ela se decompor.
E nós?
Quem somos nesse imenso circulo vicioso?
Somos o resto da humanidade que ainda não explora o monte de merda (o planeta) que ainda restou.
 As pessoas dizem que somos a escória do mundo, que somos contra tudo de bom na sociedade, que somos drogados e baderneiros que não conseguimos se integrar na sociedade. As vezes eu tento intender o que as pessoas vêem de bom na sociedade, que cada dia que passa, decai mais um pouco. O mundo esta cheio de dinheiro na mão de alguns poucos, cheio de guerras inúteis para provar o poder de alguns, cheio de doenças e cientistas mercenários, pessoas que só querem ajudar pôr dinheiro e fama, pôr prestigio e poder.

 Na verdade são todos hipócritas que exploram as pessoas, a natureza, o mundo em si em nome de um mundo melhor.

Não somos contra tudo de bom na sociedade e sim contra tudo de ruim nela, só que as pessoas não podem ver o que é ruim pois isso seria acabar com sua própria integração na sociedade, acabar com seu conforto e segurança.

Talvez nós sejamos estranhos para as pessoas comuns, mais as pessoas comuns são incompreensíveis para nós. Porque no meio de tanta desgraça, fome, doenças, guerras, repressão, de tudo que somos impostos a passar, a sociedade cada vez mais quer estar integrada no mundo capitalista que é em parte o culpado pôr todo mau existente na sociedade?

 Mais o grande culpado realmente é a sociedade que se deixa enganar pôr políticos que falam bonito e lhes promete um mar de rosas, propagandas e mais propagandas que lhe fazem crer que tudo pode ser bom, por um falso retrato do mundo que a mídia lhe passa.

Parece que não percebemos que tudo isso é para tirar nosso dinheiro e nos manter em controle em nossas casas, trabalhando e estudando para servir de escravo para o sistema.

Sempre o dinheiro!  Sempre o dinheiro!
Sempre o dinheiro!  Sempre o dinheiro!

As pessoas fazem tudo pôr dinheiro, querem sempre ter mais dinheiro. Acham que o dinheiro vai resolver todos os problemas delas. Mas na verdade é o dinheiro que causa os problemas e não sua falta. Se não houvesse dinheiro não haveria disputas, não haveria perdedores e consequentemente não haveria pobreza e nem ricos.

Todas as pessoas são iguais independente de cor, sexo, estética e então porque existem desigualdades no mundo?

Porque existe a hierarquia?

Porque existem mais prestigiados?

Talvez seja porque tem mais dinheiro ou mais medalhas ou um pedaço de papel determinando quem é melhor ou pior.

Talvez quando as pessoas perceberem que fizeram tudo errado será tarde demais, o mundo já afundou num posso de dinheiro e fanatismo, religiões e preconceito, guerras e repressão.

 Pôr isso não nos integramos, porque somos contra todo meio de vida estúpido da sociedade.

O sistema te escraviza de forma invisível, mais se fizer um pouco de esforço verá que sua vida é a coisa mais descartável perante o sistema, que só quer mais poder, controle e dinheiro, e usa tudo que esta em sua volta para controla-lo, para fazer você trabalhar e pagar seus impostos, fazer com que você não perceba que esta sendo totalmente controlado através da mídia, da religião, das falsas idéias que são transmitidas pôr todos em sua volta.

Pôr isso lutamos contra o sistema, contra as luxurias da sociedade capitalista. Pôr isso nós nos vestimos diferente, não pagamos impostos, não votamos e nem fazemos o que nos mandam.

Somos contra leis que te privam de fazer o que quer consigo mesmo, não temos religião pois achamos que a religião é uma forma de bitolação da sociedade capitalista para te controlar e tirar seu dinheiro e pensamentos.

É tudo uma forma de protesto.

O sistema pode controlar as pessoas, minha família, meus amigos e podem até me controlar mais nunca vão controlar minha mente.
 ANARQUIA SEMPRE!!!!

O surgimento do Anarquismo no Brasil

O anarquismo no Brasil é algo especial- é favorável em alguns pontos e desfavorável em outros. Ele derivou principalmente da literatura e experiências socialistas européias.
Seu desenvolvimento, contudo, resultou da própria experiência brasileira embora a evolução de sua teoria e prática tenha mudado de maneira semelhante à do movimento anárquico europeu. O lado ruim é a baixa instrução das massas populares, aqueles que sabem ler são a minoria e os que sabem escrever são mais raros ainda.
O lado bom é que não há socialistas no Brasil, o único grupo que nos atiça é o dos carregadores e anexos do Rio, muito bem organizados em torno de bons advogados.
Edgar Rodrigues exalta que no Brasil, as primeiras experiências anarquistas foram antes mesmo da chegada dos imigrantes: nos quilombos. Lá, tudo era de todos, terras, produção agrícola e artesanal: cada um retirava o necessário.
Depois por volta de 1890, o sul do Brasil teve uma fracassada experiência anarquista, financiada pelo imperador.
No fim do século XIX, as aspirações anarquistas no Brasil ganharam vigor. A greve de 1917 foi comandada em sua maioria por anarquistas, a infinidade de jornais libertários da época inclusive atestaram a força e organização dos anarquistas do Brasil na época.
A primeira iniciativa dos anarquistas brasileiros foi tentar expandir o seu trabalho através do voluntarismo. Os primeiros jornais anarquistas e anarco-sindicalistas tentaram se sustentar apenas de contribuições, porém, os militantes eram poucos e não possuíam muitos recursos econômicos. Assim, poucos foram os jornais anarquistas que publicaram mais de cinco números, todos pediam exaustivamente contribuições em seus editoriais. A terra livre, o jornal melhor sucedido antes da primeira guerra mundial, só editou setenta e cinco números em cinco anos. O tempo passava e os anarquistas procuravam um suporte financeiro mais eficaz, passaram a vender assinaturas; usaram de recursos outrora considerados corruptos, como rifas e festas.
Estas últimas eram freqüentes, e seu êxito dependia muito mais das atrações sociais do que de sua dedicação ideológica.
As teorias e táticas do anarco-sindicalismo infiltraram se no Brasil através de livros do teóricos sindicalistas residentes na França. Como em todos países onde penetraram essas teorias difundiram se no Brasil através da imprensa, de panfletos, e das decisões dos congressos operários dominados por anarco-sindicalistas.
"A ação direta era a bandeira do sindicalismo revolucionário" . Cada ação direta, greves, boicotes, sabotagens, etc, era considerada um meio dos trabalhadores aprenderem a agir de uma maneira solidária na sua luta por melhores condições de trabalho, contra o seu inimigo comum, os capitalistas. Cada uma dessas ações diretas é uma batalha na qual o proletário conhece as necessidades da revolução por meio de sua própria experiência. Cada uma delas prepara o trabalhador para a ação final: a greve geral que destruirá o sistema capitalista.
Nestas ações, considerava violência algo aceitável, sendo justamente este o fato que distinguia o anarco-sindicalismo das outras formas de sindicalismo brasileiras. A sabotagem, eram considerada especialmente eficaz para o proletariado, se não pudessem entrar em greve, estes, poderiam agredir seus exploradores de outra forma, empregando a filosofia de que para um mau pagamento há um mau trabalho. A destruição de equipamentos tocaria no ponto fraco do sistema, pois as máquinas são mais difíceis de se substituir do que os trabalhadores.
Hoje em dia, ainda há no Rio e na Bahia jornais anarquistas, que publica a história do anarquismo e edita anarquistas brasileiros.

Movimento Punk

A contestação contra o sistema de coisas tornou forma ideológica através do Punk.
Com o visual fugindo dos padrões que a sociedade impõe através do modismo, mostrando sua revolta pelo corte de cabelo à moicano (ou cabelos espetados) coloridos, roupas velhas surradas (em oposição ao consumismo), jaquetas arrebitadas com frases de indignação às injustiças do Estado repressor e a atitude subversiva, se mostra o PUNK.
Esse movimento não fica calado, acomodado, como a maioria dos jovens e o povo em geral, fazendo manifestações, panfletagens, boicotes, passeatas: mostrando sua cultura e seu repúdio a todas as formas de fascismo, nazismo e racismo, autoritarismo, sexismo e comando; vendo como solução a autogestão (ou seja anarquia) para a libertação dos povos, raças, homens e mulheres.
Em palavras mais claras, autogestão seria a organização dos povos sem fronteiras nem lideranças autoritárias e partidárias, com plena igualdade, onde todos participariam da resolução dos problemas sociais. O punk também mostra sua cultura anticapitalista pelo FANZINE (jornal político-alternativo), pela música HARDCORE, som simples e direto, não comercializável, trazendo propostas políticas, seu comportamento livre e objetivo, fazendo com que o Punk NÃO SEJA UMA MODA e sim um modo de vida e pensamento.
Atualmente o movimento atua com outros oprimidos grupos como: homossexuais, por achar que todos têm o direito de opção sexual sem ser discriminado; grupos de negros, feministas e outros grupos de atividades alternativas elibertárias.
Também mantém ligação com outros punks do Brasil e mundo, levando a cultura internacionalista, não patriota.
Saiba e conscientize-se que Punk não é bagunça, muito pelo contrário é um movimento cultural de luta e ação direta, de liberdade de expressão e de comportamento. O movimento que surgiu a quase duas décadas, como contestação, evoluiu e evolui até hoje...

Porque anarquia?

Porque todos nasceram para ser livre, mas o princípio da autoridade contradiz isso. No sistema atual precisamos viver sob diversas leis, estas sempre dão vantagem para certa classe social. Todos somos iguais e portanto temos os mesmos direitos, ninguém vale mais que o outro. A democracia não nos garante isso. Além de vivermos sob um governo, ainda temos que enfrentar certos padrões sociais, onde percebemos a presença de muito preconceito. O sistema anarquista é a maneira de viver livre, do jeito que você realmente quer ser e que se sente melhor. Hoje todos são como marionetes: vivem sob os padrões impostos pelo governo e pela sociedade, seguindo leis, quase sempre injustas e que favorecem sempre certo grupo. Na democracia, há muita desigualdade social, onde os ricos tornam-se cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. As classes altas só se preocupam com elas mesmas, não se preocupam com o povo e ainda fazem ilusão a estes. Eles passam uma imagem de felicidade, dizendo que tudo está certo . Muitos acabam achando que está tudo certo e aceitam tudo como está. O governo só quer dinheiro e poder, por isso o dinheiro hoje é a desgraça do mundo. É prefirível viver livre, na "desordem", do que viver preso, na disciplina.

Anarquia



Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente "sem governo", isto é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída. Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma classe de pensadores, ou se tonasse a meta de um movimento, que hoje é um dos fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra "anarquia" foi usada universalmente para designar desordem e confusão.

Ainda hoje, é adotada neste sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade. Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito de que o governo é uma necessidade na organização da vida social. O homem, como todos os seres vivos, se adapta às condições em que vive e transmite , através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar, o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida.

A liberdade parecia impossível. Assim também trabalhador foi forçado, por séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão. Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão. Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a estas ataduras sua habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia mus- cular de seus membros.

Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entender-nos como o preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos. Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas pernas ou mesmo viver.

O homem defenderia suas ataduras furiosamente e consideraria todos que tentassem tira-las inimigos. Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa ausência de governo, também signifique ausência de ordem. Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra "república" (governo de muitos) era usada exatamente como "anarquia", implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados na linguagem popular de quase todos os países.

Quando esta opinião mudar, e o público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente prejudicial, a palavra "anarquia", justamente por significar "sem governo" será o mesmo que dizer "ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos, liberdade total com solidariedade total". Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o nome, por ser este mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa interpretação. O erro vem disto e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos. Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as pessoas têm sobre as funções do governo, ou o "Estado" como é chamado.


Errico Malatesta (in anarquia, 1907)